O Ceará enfrenta um aumento expressivo nos casos de arboviroses em 2025. Entre as semanas epidemiológicas de 1º de junho a 18 de julho, o Estado registrou crescimento de 697,3% nos casos prováveis de dengue, 89% de chikungunya e 350% de zika, segundo o Painel de Monitoramento das Arboviroses do Ministério da Saúde.
Os dados do IntegraSUS revelam que o Ceará já confirmou 8.289 casos de dengue até julho deste ano, superando os 4.892 casos registrados em todo o ano de 2024. Além disso, foram confirmados 130 casos de chikungunya e 1 de zika até a semana epidemiológica 29.
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El Niño preocupa autoridades
O cenário coincide com mudanças climáticas significativas. A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) alertou que as condições oceânicas e atmosféricas iniciadas em junho indicam uma transição para o fenômeno El Niño no Oceano Pacífico equatorial.
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) prevê temperaturas acima do normal na maior parte das Américas e redução de chuvas no norte do Brasil, Guianas, Venezuela, Colômbia e região amazônica. Segundo a Opas, essas condições podem contribuir para a redução dos níveis dos rios, estresse nos ecossistemas, incêndios florestais e impactos na segurança alimentar, além de favorecer a proliferação de doenças transmitidas por mosquitos.






