O Brasil comemora números positivos no mercado de trabalho. A taxa de desemprego no trimestre terminado em julho caiu para 5,3%, representando o menor índice já registrado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua para esse período, desde o início da série histórica em 2012. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrando uma queda significativa em relação aos 5,8% registrados no trimestre anterior e aos 5,6% do mesmo período do ano passado.
O desempenho positivo reflete-se em outros indicadores. O número de pessoas ocupadas atingiu 103,3 milhões, recorde da série, enquanto os empregados com carteira assinada somaram 39,4 milhões, também o maior volume já registrado. Por outro lado, cresceu a quantidade de trabalhadores sem carteira assinada, que chegou a 13,8 milhões, alta de 3,6% comparado ao período anterior. O crescimento da ocupação foi puxado principalmente pela construção civil, com destaque para pedreiros e trabalhadores de edifícios, além do setor de transporte, armazenagem e correio, que inclui entregadores de aplicativo.
Segundo o analista William Kratochwill, da pesquisa, mudanças tecnológicas têm facilitado o acesso ao mercado de trabalho. “Hoje em dia, com telefone e bicicleta, você consegue trabalhar. A tecnologia está mudando o mercado de trabalho”, comenta. A população desalentada, composta por pessoas que deixaram de procurar emprego por desacreditarem em uma vaga, caiu para 2,3 milhões. Porém, a taxa de informalidade subiu para 37,5%, e o rendimento médio do trabalhador recuou levemente para R$ 3.762, uma queda de 0,7% em relação ao trimestre anterior, classificada pelo IBGE como “estável”.
Com informações da Agência Brasil.




