Os bancários da Caixa Econômica Federal rejeitaram a proposta final apresentada pela instituição e decidiram manter a greve nacional, que começou na quinta-feira (10). A decisão foi tomada em assembleia realizada pela base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, onde 68% dos trabalhadores votaram contra o acordo. A paralisação segue por tempo indeterminado enquanto as entidades sindicais buscam retomar as negociações.
O principal ponto de discórdia continua sendo o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos funcionários. A proposta da Caixa previa mudanças significativas no modelo de custeio e nas regras de coparticipação, incluindo contribuições de 2,3% a 4,1% sobre o salário-base conforme faixa etária e aumento do teto anual de coparticipação de R$ 3,6 mil para R$ 4,8 mil por grupo familiar. Antes da votação, o banco havia indicado que a proposta era final e sinalizou possível recurso à Justiça do Trabalho em caso de rejeição, podendo ingressar com um dissídio coletivo para que a Justiça estabeleça as condições de solução do impasse.
Apesar da rejeição, a Caixa afirmou que mantém diálogo aberto com as entidades representativas dos trabalhadores e pretende buscar um entendimento. Durante a greve, a instituição recomenda que clientes utilizem canais digitais como aplicativo Caixa, internet banking, WhatsApp, caixas eletrônicos e lotéricas. O atendimento telefônico também permanece disponível através do Alô Caixa (4004-0104 para capitais e 0800-104-0104 para demais regiões). Diferentemente da Caixa, o Banco do Brasil aprovou proposta na maioria das bases sindicais, mantendo operações normais, embora 18 bases sindicais continuem em greve.
Com informações da Agência Brasil.




