Economia

Mercado em pânico: dólar dispara 8,21% e Bolsa desaba 13,88% após reeleição de Lula

O mercado financeiro brasileiro enfrentou forte turbulência nesta segunda-feira (26), após a confirmação da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dólar fechou em alta recorde e Bolsa acionou circuit breaker com quedas superiores a 17%.

O mercado financeiro brasileiro registrou um dia de intensa volatilidade nesta segunda-feira (26), imediatamente após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições presidenciais. A turbulência afetou diretamente as cotações do dólar e dos índices acionários, refletindo a reação dos investidores ao resultado eleitoral.

O dólar comercial encerrou a sessão com valorização de 8,21%, fechando a R$ 5,403, marcando a maior disparada percentual diária da moeda americana desde janeiro de 1999, quando o Brasil adotou o regime de câmbio flutuante. Durante a manhã, a divisa ultrapassou a barreira de R$ 5,60, atingindo R$ 5,605, antes de sofrer realização de lucros e recuar para R$ 5,40. O resultado eleitoral obrigou investidores a reajustarem suas estratégias, uma vez que parte do mercado havia posicionado suas apostas na vitória de Flávio Bolsonaro, que havia vencido o primeiro turno.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, sofreu queda ainda mais acentuada, desabando 13,88% e fechando aos 176.608,23 pontos, no menor nível desde 31 de agosto. O índice chegou a recuar mais de 17% pela manhã, acionando automaticamente o circuit breaker, mecanismo que interrompe temporariamente as negociações em momentos de forte desvalorização. Com volume financeiro de R$ 88,6 bilhões movimentados, a sessão registrou a pior queda desde março de 2020, durante o início da pandemia de covid-19. Apesar da forte queda diária, o Ibovespa mantém valorização acumulada de 9,61% em 2026.

Com informações da Agência Brasil.

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