São Paulo enfrenta um aumento acelerado de casos de mpox. Desde o início de outubro, foram confirmados 67 infectados pela doença, representando aproximadamente 22% do total registrado em todo o ano de 2025. O número demonstra uma intensificação na transmissão do vírus no estado, acendendo o alerta das autoridades sanitárias.
Até esta sexta-feira (6), São Paulo acumula 300 casos confirmados em 2025, sem qualquer registro de morte. A capital paulista concentra a maioria dos casos, com 197 confirmações. Os dados continuam sendo monitorados pela plataforma Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde, da Secretaria Estadual da Saúde. Em perspectiva, o estado registrou 423 casos em 2024 e 1.134 em 2023, indicando uma redução comparativa, mas com preocupação com o ritmo atual.
Embora a Organização Mundial da Saúde tenha encerrado a emergência de saúde pública de importância internacional em setembro de 2025, a mpox permanece sob vigilância ativa. A Secretaria Estadual realiza exames laboratoriais contínuos e rastreamento de contatos para identificar possíveis cadeias de transmissão. “Seguimos monitorando o cenário epidemiológico e orientando os serviços de saúde para que estejam preparados para identificar e notificar rapidamente qualquer suspeita”, afirmou Tatiana Lang, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica.
A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões na pele, mucosas e secreções de pessoas infectadas, inclusive durante relações sexuais. O compartilhamento de objetos contaminados, como roupas de cama e toalhas, também representa risco. Os sintomas incluem lesões na pele e mucosas, febre, fraqueza, inchaço dos linfonodos e dores musculares. Para se proteger, a população deve evitar contato próximo com pessoas sintomáticas, não compartilhar objetos pessoais e higienizar frequentemente as mãos com água, sabão ou álcool em gel.
Com informações da Agência Brasil.




