Com a chegada das férias escolares, o uso de celulares, tablets, videogames e computadores aumenta consideravelmente entre crianças e adolescentes. Apesar da tecnologia fazer parte do cotidiano e oferecer oportunidades de aprendizado, especialistas alertam para os riscos da exposição excessiva às telas durante o período de recesso.
O psicólogo Víctor Costa explica que a ausência de uma rotina organizada nas férias pode favorecer o uso descontrolado dos dispositivos eletrônicos. “O excesso de telas interfere diretamente na forma como a criança regula emoções, mantém a atenção e estabelece vínculos sociais”, afirma o especialista.
Segundo ele, os impactos vão além do entretenimento e podem afetar o humor, a qualidade do sono, a tolerância à frustração e até o desempenho escolar após o retorno às aulas. Entre os sinais de alerta estão irritabilidade ao interromper o uso dos aparelhos, isolamento social, alterações no sono e perda de interesse por brincadeiras ao ar livre.
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OMS recomenda limites desde a primeira infância
A Organização Mundial da Saúde (OMS) orienta que crianças menores de dois anos não devem ser expostas às telas. Entre dois e cinco anos, o tempo máximo recomendado é de uma hora por dia. As diretrizes reforçam a importância de estabelecer limites desde cedo para proteger o desenvolvimento emocional, cognitivo e social.
“A tecnologia não deve ser encarada como uma vilã, mas precisa ser utilizada com equilíbrio”, orienta Víctor Costa. O psicólogo recomenda que os responsáveis participem da rotina digital dos filhos, conversem sobre os conteúdos consumidos e ofereçam alternativas de lazer que fortaleçam as relações familiares.
Como promover o uso equilibrado nas férias
O especialista sugere mudanças simples na rotina que podem fazer diferença durante o recesso escolar. Entre as estratégias estão estabelecer horários específicos para uso dos aparelhos, incentivar atividades físicas, momentos de leitura, jogos em família e passeios ao ar livre. Outra recomendação importante é evitar que os dispositivos sejam utilizados antes de dormir.
“O desafio não está em eliminar completamente o acesso às tecnologias, mas em promover um uso consciente e equilibrado. O incentivo às brincadeiras, à convivência familiar e às experiências fora das telas continua sendo uma das principais estratégias para proteger a saúde mental dos mais jovens”, conclui o psicólogo.




