As instituições financeiras reduziram a projeção de inflação para 2024 de 5,01% para 5%, conforme divulgado no Boletim Focus desta terça-feira (8) pelo Banco Central. Apesar da queda, o indicador segue acima do intervalo de tolerância da meta oficial, que é de 3% com margem de 1,5 ponto percentual, estabelecendo um limite superior de 4,5%.
O resultado reflete a queda da inflação nos últimos meses. Em julho, o IPCA fechou em 0,07%, impulsionado pela redução dos preços de alimentos, marcando o quarto mês consecutivo de desaceleração. Acumulado em 12 meses, o índice atingiu 4,44%, retornando à meta do governo. A próxima divulgação, referente a agosto, está prevista para a próxima sexta-feira (11).
Para conter a inflação, o Banco Central mantém como principal ferramenta a taxa Selic, atualmente em 14% ao ano. O Comitê de Política Monetária realizou o quarto corte consecutivo na última reunião de agosto, reduzindo a taxa em 0,25 ponto percentual. Desafios geopolíticos, como a guerra no Oriente Médio, que elevaram preços de combustíveis e alimentos, continuam dificultando quedas maiores dos juros. O próximo encontro do Copom ocorrerá nos dias 15 e 16 de setembro.
O mercado também revisou ligeiramente para cima a estimativa de crescimento econômico de 2024, saindo de 1,92% para 1,93%. Para 2027, a projeção de inflação aumentou de 4,28% para 4,29%, enquanto 2028 e 2029 devem registrar 3,8% e 3,5%, respectivamente. A cotação do dólar é estimada em R$ 5,20 até o final deste ano e R$ 5,30 ao fim de 2027.
Com informações da Agência Brasil.




