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Incêndios florestais avançam sobre Bordeaux e assolam Europa com evacuações em massa

Chamas ameaçam a histórica cidade francesa de Bordeaux enquanto França e Espanha enfrentam os piores incêndios florestais em anos, forçando a retirada de mais de 320 mil pessoas. Temperaturas recordes alimentadas pela mudança climática intensificam a crise.

Os incêndios florestais que assolam a Europa avançam de forma alarmante em direção aos arredores de Bordeaux, no coração da região vinícola francesa. A situação é crítica: aproximadamente 220 mil pessoas foram obrigadas a deixar suas casas na França, enquanto na Espanha esse número ultrapassa 75 mil evacuados, com outras 30 mil recebendo ordem para permanecerem em abrigos. As autoridades descrevem o cenário como “sem precedentes”.

Na França, o fogo devastou a península de Cap Ferret, destino turístico na costa atlântica, e se espalhou pelos arredores de Bordeaux, onde os bombeiros trabalham contra o relógio para impedir que as chamas atinjam a capital regional. O incêndio está a apenas 15 quilômetros dos pontos de acesso à cidade, que concentra cerca de 850 mil habitantes em sua área metropolitana. O ministro do Interior, Laurent Nunez, alertou que o incêndio segue incontrolável e em movimento na direção da zona urbana, descrevendo a situação geral como “muito desfavorável”. Na Espanha, a situação é igualmente dramática: o maior incêndio florestal da história recente do país devastou mais de 50 mil hectares na província de Ávila, sendo acompanhado por outros focos na região, incluindo mais de 4,3 mil hectares queimados em Castellón.

Os especialistas apontam a mudança climática como responsável pela intensidade crescente das chamas. Tanto em Bordeaux quanto em Ávila, as temperaturas máximas em julho atingiram média de 32°C, cerca de 6°C acima do normal para o mês. A Espanha já registrou mais de 150 mil hectares queimados desde janeiro, seis vezes o total do mesmo período do ano anterior. A crise se expande por toda a Europa: na Escócia, 500 bombeiros combatem grande incêndio desde 15 de julho, enquanto na Itália, os focos forçaram evacuações de resorts turísticos e causaram transtornos significativos no trânsito de Roma e nas linhas ferroviárias.

Com informações da Agência Brasil.

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