O mercado financeiro brasileiro encerrou outubro sob intensas pressões, com o dólar disparando e a bolsa de valores sofrendo perdas expressivas. Nesta sexta-feira (30), a moeda estadunidense avançou 1,09% e fechou a R$ 5,446, perto da máxima diária de R$ 5,463, enquanto o Ibovespa recuou 0,75%, aos 167.921,80 pontos. Na semana, o dólar acumulou valorização de 9,15%, a maior desde outubro de 2008, durante a crise financeira internacional. O principal índice da B3 registrou desvalorização de 18,12%, a pior semana desde março de 2020, no início da pandemia de covid-19.
Os ajustes do mercado refletem a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e as incertezas sobre a política fiscal brasileira, com investidores atentos à definição da equipe econômica e à apresentação de medidas para as contas públicas. A saída de recursos estrangeiros também pressionou os ativos, com retirada líquida de quase R$ 7,6 bilhões do mercado secundário de ações nos primeiros pregões da semana. Além disso, a procura por proteção cambial antes do fim de semana prolongado pelo feriado de Finados contribuiu para a volatilidade.
No cenário internacional, a queda acentuada de ações de empresas de tecnologia e inteligência artificial nos Estados Unidos intensificou a pressão global sobre moedas emergentes e bolsas de valores. O S&P 500 encerrou a sessão com queda de 1,82%, refletindo as preocupações dos investidores com os resultados de grandes corporações tecnológicas. A cautela dos mercados em relação às perspectivas de inflação e juros globais também contribuiu para o ambiente desfavorável aos ativos brasileiros, consolidando outubro como o pior mês para o Ibovespa desde junho de 2022.
Com informações da Agência Brasil.


