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Aos 13 anos, menino cego sonha em ser presidente e apresenta propostas para o Brasil

Daniel Vidal, estudante deficiente visual de Brasília, abraçou o presidente Lula no seu aniversário de 81 anos e aproveitou o breve encontro para expressar sua admiração e seu desejo de também chegar à presidência. Com propostas sobre acessibilidade e políticas públicas, o jovem se destaca por seu engajamento político precoce e sua luta contra o capacitismo.

Em apenas 50 segundos, Daniel Vidal, de 13 anos, conseguiu abraçar o presidente Lula durante a celebração de seus 81 anos. O estudante brasiliense, que enxerga menos de 5% em ambos os olhos devido a uma doença genética, aproveitou o breve encontro no Palácio da Alvorada para agradecer as políticas públicas do país. Acompanhado do pai, o bancário Fernando Moura, Daniel não conteve a emoção ao estar frente a frente com o único presidente eleito quatro vezes no Brasil. Naquele momento, o menino tinha uma missão clara: dizer a Lula que também sonha em ser presidente.

Apesar do pouco tempo de conversa, Daniel já havia preparado suas propostas. Se tivesse 10 minutos com o chefe de Estado, falaria sobre a criação de um ministério exclusivo para pessoas com deficiência e sobre a necessidade urgente de melhorias na acessibilidade do país. “Em todo lugar que eu vou, a acessibilidade é precária”, lamenta o adolescente, que destaca problemas como pisos irregulares, falta de rampas, elevadores e acessibilidade inadequada no transporte público. Como estudante que utiliza teclado eletrônico em braille para acompanhar suas aulas, Daniel também defende que o governo deveria disponibilizar essa tecnologia para todos.

Formado em um ambiente que valoriza o engajamento social, Daniel se interessa por história, geopolítica e economia. A mãe, a servidora pública Raquel Vidal, estimulou o menino desde o nascimento através da leitura e conversas sobre o mundo. O pai, que é negro, contribui nas discussões familiares sobre preconceito e racismo, enquanto a mãe, branca, reforça a importância de combater o capacitismo. Aos 13 anos, Daniel já participa de debates com colegas adolescentes sobre desigualdade social e ressalta que o Brasil saiu do Mapa da Fome e alcançou a menor taxa de desemprego desde 2015. Para o jovem, a participação política dos adolescentes é fundamental: “O Brasil precisa dos jovens. O país vai crescer se os jovens estiverem interessados nisso”.

Com informações da Agência Brasil.

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