Mulheres e ativistas ocupam as ruas de cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Salvador neste domingo (2) em mobilização organizada pelo movimento Levante Mulheres Vivas. O objetivo é pressionar a Câmara dos Deputados pela aprovação urgente do Projeto de Lei (PL) 896/2023, conhecido como PL da Misoginia. O texto já passou pelo Senado e aguarda o despacho do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), para ser votado em plenário.
O projeto de lei altera a Lei 7.716/1989 e estabelece penas de dois a cinco anos de reclusão para crimes de misoginia, definidos como a prática, indução ou incitação de violência, restrição de direitos ou ofensa à dignidade da mulher. A proposta também inclui a condição de mulher no artigo que trata de injúria e ofensa de dignidade. Segundo Rachel Ripani, cofundadora do Levante, a mobilização reflete o consenso social sobre o perigo do discurso de ódio digital contra mulheres. “É uma manifestação que vem das mulheres, do movimento feminista, mas também de homens que não admitem o avanço dos feminicídios”, afirma.
As manifestações ocorrem em 17 cidades espalhadas por todas as regiões do país, com faixas e cartazes que trazem mensagens como “Brasil sem misoginia” e “Mulheres vivas”. Rachel destaca a urgência da aprovação para coibir crimes como estupro coletivo e criação de fake nudes que são promovidos em ambientes digitais. A expectativa é que o PL seja pautado logo após a retomada das sessões plenárias, marcada para a semana de 10 de agosto. “É nossa última chance antes das eleições para sensibilizar os líderes que estão bloqueando a votação”, conclui a ativista.
Com informações da Agência Brasil.




