Política

Lula defende redução da maioridade penal para 16 anos em crimes hediondos

Durante sabatina no Jornal Nacional, o presidente Lula afirmou ser favorável à redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos, mas sugeriu que a discussão ocorra após aprovação da PEC de Segurança Pública. O candidato à reeleição também abordou economia, políticas sociais e impactos das tarifas americanas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, participou de sabatina no Jornal Nacional (TV Globo) nesta quinta-feira (15) e defendeu a redução da maioridade penal para 16 anos em crimes hediondos. Durante entrevista à jornalista Renata Lo Prete, Lula afirmou ser favorável à medida, mas propôs que o debate ocorra no Congresso Nacional após a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. “Meu pensamento, enquanto cidadão, eu sou a favor de reduzir a maioridade penal para todo e qualquer crime hediondo. Mas a PEC não estava discutindo isso. Eu sou favorável a reduzir para 16 anos, mas não nessa PEC. Aprova a PEC e aí discute isso”, declarou.

Abordando questões econômicas, Lula defendeu o crescimento do país através de investimentos na renda dos mais pobres, contrário a cortes que afetam a população de baixa renda. O presidente destacou que no último governo o Brasil passou de 12ª para 10ª economia mundial e mencionou políticas como o reajuste de 15% no Bolsa Família, a aprovação do fim da jornada 6×1 e o perdão de dívidas dos microempreendedores individuais (MEIs). Lula também prometeu tarifa zero no transporte público nos fins de semana.

Quanto aos impactos das tarifas americanas, Lula mostrou-se otimista com a diversificação de mercados. Segundo o candidato, embora o comércio com os Estados Unidos tenha caído 9%, o Brasil cresceu 20% com a China, 15% com a Indonésia e 16% com a Alemanha, além de bater recordes de superávit comercial. “Quem deve estar preocupado conosco são os Estados Unidos. Eu não quero aplicar a Lei da Reciprocidade, mas se tiver que fazer nós vamos”, afirmou, indicando disposição para negociar com o governo Donald Trump, mas mantendo a possibilidade de reciprocidade comercial.

Com informações da Agência Brasil.

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