Cultura

Mayra Andrade celebra Tubarões Azuis como símbolo de humildade e resiliência na Copa do Mundo

A cantora cabo-verdiana Mayra Andrade destacou a atuação histórica da seleção de Cabo Verde na Copa do Mundo 2026 como um momento fundador da identidade coletiva do país. Em sua primeira participação em um mundial, os Tubarões Azuis surpreenderam ao empatar com Espanha e Uruguai, e enfrentaram de igual para igual a Argentina de Messi.

A seleção de Cabo Verde deixou sua marca na Copa do Mundo 2026 não apenas pelos resultados alcançados, mas pelo impacto emocional gerado em toda a nação. Em sua estreia histórica na competição, os Tubarões Azuis conquistaram o respeito global ao empatar com duas campeãs mundiais — Espanha e Uruguai —, eliminar a Arábia Saudita e enfrentar a tricampeã Argentina em um duelo memorável, antes de se despedir na fase de 16 avos de final.

Para Mayra Andrade, uma das maiores expressões da música lusófona contemporânea, a campanha dos Tubarões Azuis representou muito mais que futebol. Em entrevista concedida à TV Brasil e à Telesur, a cantora descreveu a atuação como “um momento fundador da nossa identidade coletiva” e afirmou que “os Tubarões Azuis deram uma lição de humildade e de resiliência ao mundo”. Mayra revelou sua própria surpresa ao vivenciar, pela primeira vez, a sensação de torcer por uma bandeira própria durante a Copa do Mundo, experiência que considerou uma “descoberta gigantesca”. Ela esteve presente no Hard Rock Stadium, em Miami, durante o duelo contra a Argentina, vibrando com as defesas do lendário goleiro Josimar Dias, o Vozinha, aos 40 anos, e dos gols marcados por Deroy Duarte e Sidny Cabral.

O retorno da seleção a Cabo Verde no domingo (5), coincidindo com as celebrações da independência nacional, foi marcado por uma festa popular que evidenciou o significado da campanha para o arquipélago de dez ilhas vulcânicas. Mayra sublinhou que brasileiros, habituados à presença nas Copas, podem não compreender totalmente o que esse momento representa para cabo-verdianos espalhados pelo mundo. Para a artista, o sucesso dos Tubarões Azuis estabelece um paralelo com a trajetória da cultura cabo-verdiana — marcada pelo legado de Cesária Évora e pelo sincretismo luso-africano — e reforça o papel do país como primeiro povo crioulo com uma das maiores diversidades genéticas do mundo. “Sinto um orgulho enorme de ser cabo-verdiana. Uma nação conhecida pela música, pelo trabalho de Cesária Évora, por sua cultura e, agora, por uma equipe de futebol”, destacou Mayra, ressaltando a responsabilidade do país em “emanar coisas muito positivas” para o mundo.

Com informações da Agência Brasil.

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