Economia

Embrapa apresenta agenda estratégica com propostas de agricultura sustentável para candidatos

A Embrapa divulgou recomendações baseadas em evidências científicas para políticas agrícolas sustentáveis direcionadas a candidatos nas eleições de outubro. O documento destaca seis temas estratégicos, incluindo segurança alimentar, bioeconomia e transformação digital no campo.

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) apresentou esta semana uma agenda estratégica com recomendações de políticas públicas sustentáveis para o setor agrícola, direcionada a candidatos a cargos legislativos e executivos nas eleições de outubro. O documento, baseado em evidências científicas, defende a ampliação e estabilidade dos investimentos em ciência, tecnologia, inovação e inclusão socioprodutiva. A publicação está disponível no site da empresa, vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária.

Os técnicos da Embrapa argumentam que a agricultura ocupa posição estratégica para o Brasil pela sua contribuição econômica, relação com a segurança alimentar e necessidade de adaptação às mudanças climáticas. O agronegócio brasileiro é expressivo: o PIB do setor atingiu R$ 3,2 trilhões em 2025, representando 25% do PIB nacional. O setor empregava 28,4 milhões de pessoas em 2024 e gerou exportações de US$ 169,2 bilhões, equivalentes a 48,5% das vendas externas do país. Segundo a Embrapa, cada real investido na instituição retorna R$ 27,12 à sociedade brasileira.

A carta de recomendações destaca seis temas estratégicos: segurança alimentar e nutricional, agricultura sustentável e resiliência climática, bioeconomia e desenvolvimento sustentável, transição energética e bioenergia, desenvolvimento territorial e inclusão produtiva rural, além de transformação digital no meio rural. O documento aponta que a insuficiência de investimentos contínuos em pesquisa amplia a dependência de insumos importados e eleva a exposição a choques climáticos e geopolíticos. A Embrapa destaca que o Brasil, como uma das maiores potências mundiais em agricultura tropical, reúne condições únicas para se consolidar como referência global em produção sustentável de baixo carbono.

A instituição enfatiza que o Poder Executivo deve orientar sua atuação pela consolidação de uma estratégia de desenvolvimento rural sustentável e competitividade econômica, enquanto o Legislativo é determinante para assegurar estabilidade de políticas públicas e previsibilidade para investimentos de longo prazo. A Embrapa contextualiza ainda que a transformação digital, incluindo inteligência artificial, Internet das Coisas e agricultura de precisão, está redefinindo a agricultura mundial, tornando a ampliação da conectividade rural condição essencial para a modernização do setor.

Com informações da Agência Brasil.

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