As principais centrais sindicais do país apresentaram, na última sexta-feira, um pacote de medidas voltado para enfrentar o impacto das tarifas americanas sobre produtos brasileiros. O documento foi entregue ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Márcio Elias Rosa, durante reunião em São Paulo, e traz um diagnóstico crítico sobre os efeitos da guerra comercial desencadeada pelos Estados Unidos.
O plano das centrais — CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CSB e NCST — defende a ampliação de investimentos públicos, o reforço do BNDES e medidas que garantam a manutenção dos postos de trabalho. Entre as propostas estão a busca por novos mercados para produtos tarifados, o estímulo à produção nacional através de compras públicas e políticas de conteúdo local, além de maiores investimentos em infraestrutura, saúde e educação. O documento também aponta para a necessidade de fundos de compensação destinados aos trabalhadores impactados pelo comércio internacional e o fortalecimento da negociação coletiva nos setores afetados.
O texto ainda propõe a revisão da Lei de Patentes para combater abusos de propriedade intelectual e o fortalecimento do Mercosul como instrumento de integração econômica. As centrais expressam preocupação com os múltiplos impactos sobre a economia, empregos e soberania produtiva do Brasil, e apoiam as ações já adotadas pelo governo, incluindo a recente Lei de Reciprocidade Econômica.
Em paralelo, o Brasil encaminhou à Organização Mundial de Comércio (OMC) um documento classificando as tarifas americanas como “inconsistentes” com as obrigações dos EUA sob o Acordo Geral de Tarifas e Comércio. O país também alega ser preterido pelos Estados Unidos em comparação a outros membros da organização internacional. O Brasil busca negociar uma solução através do sistema de solução de controvérsias da OMC antes de uma possível instalação de painel para análise do caso.
Com informações da Agência Brasil.




